Treinamento com simuladores melhora a qualidade da formação dos vigilantes

Treinamento com simuladores melhora a qualidade da formação dos vigilantes

Atualmente, existem mais de 497.000 vigilantes autorizados atuando no Brasil, sendo que 60% dos formados são aspirantes à vigia. Este número cresce para cerca de 2 milhões de agentes de segurança, se forem considerados os que trabalham ilegalmente sem registro. Uma questão importante é como treinar de forma eficiente todo este contingente para que possam reagir satisfatoriamente as várias situações da rotina diária de um profissional de segurança. Essa dinâmica de atividades requer que as ferramentas sejam inovadoras e baseadas em tecnologias interativas para poder atender de forma mais eficiente esta escalabilidade crescente.

Os benefícios para uma pessoa que irá praticar as atividades de treinamento com simuladores estão na possibilidade de evitar realizar possíveis atitudes com repercussão negativa perante os clientes da empresa de vigilância e a comunidade em geral. Também em evitar erros em suas atividades de trabalho que sejam suscetíveis a ações judiciais de reparação; e em diminuir a dificuldade em manter um treinamento constante a um custo acessível, principalmente com relação à questão dos exercícios de disparos com munição real e a realização desses treinamentos em stands homologados pela polícia federal.

Contudo o grande desafio é provar que uma tecnologia educacional pode realmente ajudar na melhoria do desempenho dos alunos. Por exemplo, demonstrar na prática que é eficiente o uso de simuladores na formação e reciclagem de vigilantes. Para isso, foram realizados testes com o simulador de abordagem TIS no segundo semestre de 2013 na academia Provig em São Paulo, capital. A Provig pertence ao grupo Protege. Uma das maiores empresas de segurança do Brasil com cerca de 20 mil funcionários e 1.700 veículos.

Em uma das atividades, foram selecionados em torno de vinte alunos iniciantes no curso de formação de vigilantes, onde foram separadas duas turmas de dez alunos cada. A atividade foi realizada durante as aulas de armamento e tiro. Uma das turmas seguiu o roteiro da aula normalmente (sem o uso do simulador), ou seja, tendo somente a aula teórica, e em seguida, foram realizar os tiros no stand de tiro real. A outra turma, após a parte teórica, teve uma parte prática no stand de tiro virtual antes de irem ao stand de tiro real. Após essas atividades foram observados os seguintes resultados. Os alunos que tiveram a aula com o uso do simulador anteriormente obtiveram um melhor desempenho na aula de tiro no stand real. Esta melhora foi percebida com um maior percentual de acertos destes alunos e menor necessidade de correção do aluno durante a atividade prática com tiro real. Para Renato Souza, gerente de negócios da academia Provig, o uso do simulador tornou a atividade mais produtiva e segura. Entende-se que o TIS cumpre com as expectativas na melhora da qualidade de ensino para os alunos de formação de vigilantes.

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